ESQUECE, PORQUE EU JÀ ESQUECI TUDO | FORGET IT, BECAUSE I'VE FORGOTTEN EVERYTHING - Exposição coletiva de fotografia | Group photography exhibition, Biblioteca de Marvila, Lisboa 2023

Curadoria de Orlando Franco

Artistas:

Beatriz Banha | Isabel Dantas dos Reis | Luana Moreno | Maria Judas

A exposição Esquece, porque eu já esqueci tudo toma emprestado um excerto de um  poema de Maria Zambrano, que nos surpreende com uma árvore do esquecimento reveladora de que apenas nos resta o inevitável presente. No presente, temos a frágil possibilidade ou impossibilidade de esquecer ou lembrar. Nem sempre possuímos domínio sobre qualquer uma destas ações. A exposição propõe-nos um desafio de procura. Procurar, a partir da contingência do presente, os vestígios do passado e a mancha do futuro.

Esquece, porque eu já esqueci tudo reúne e apresenta em diálogo quatro projetos das fotógrafas Beatriz Banha, Isabel Dantas dos Reis, Luana Moreno e Maria Judas. Tendo o  meio fotográfico enquanto território plástico e poético de exploração, estes projetos operaram como veículos (experimentam um movimento) de resistência ao esquecimento.

As autoras mergulharam no universo das suas próprias famílias em busca de referências que pudessem a todo custo fintar o esquecimento. Todas elas sabem que isso significa a construção de uma memória ou, na ausência de melhor termo, a elaboração de uma narrativa ficcional dominada pelo imaginário. No diálogo entre estas quatro obras encontramos um carrossel (vai-e-vem) que balanceia entre presenças e ausências, essa dolorosa dicotomia que espreita todo o território familiar.  Uma das zonas de contacto entre estas quatro obras é a polarização de sentimentos que vai do desgaste relacional provocado pelo quotidiano, ao doloroso resgate da sua memória aquando da sua ausência. O meio e a linguagem fotográfica são, conjuntamente, um pretexto e uma necessidade de poder aumentar a empatia pelo outro. Este exercício de olhar para o lugar do outro resulta inevitavelmente num processo dissociativo que se torna revelador das suas próprias identidades. Uma forma de auto-retrato ou um jogo arriscado com o espelho? Individualmente, cada uma das autoras procurou isso, assumindo o envolvimento emocional necessário, ainda que, com opções metodológicas distintas. Observamos uma, ainda que difusa, divisão entre as vivências do quotidiano marcadas pelo fortalecimento e, por vezes, pela deterioração das relações, ou a pesquisa de memórias e arquivos por meio de estórias, vestígios ou documentos.

O conjunto fotográfico de Beatriz Banha intitulado There is nothing old under the Sun (2020-21) é um projeto que se desenha e constrói durante os confinamentos provocados pela pandemia (Covid-19). O título da obra remete para um entendimento do tempo que se dilata na lentidão, uma morosidade provocada. Utilizando uma prática de diário fotográfico, Beatriz foi registando gestos, objetos, ambientes, emoções e expressões enquanto vivia com os avós. Foi uma convivência provocada pelo contexto planetário da época, que apesar de não ter sido planeada, veio a verificar-se como uma experiência fundamental. A escolha de trabalhar com película acentuou a lentidão que todo o processo do projeto reclamava.  

No projeto Searching in the chest of affection (2022), Maria Judas recorre às memórias da infância para re-construir uma composição com a forma de constelação de imagens. Esta narrativa visual, de natureza poética, aborda a temática do crescimento como fenómeno que nos invade de incertezas. Mais do que questionar sobre como é ser adulto, é o terror de não poder continuar a ser criança. A infância enquanto marca da liberdade nos afetos e nas relações, que se vai redefinindo constantemente, através do caminho das dúvidas, traça o percurso na passagem da adolescência para o estado de adulto.

O projeto de Luana Moreno Aurelina e Francisco (2020), constrói-se durante o período da pandemia (Covid-19) e os seus sucessivos confinamentos. No contexto das visitas regulares à casa dos avós, Luana inicia um projeto fotográfico, envolvendo-os como participantes, na criação de personagens e cenários, que devido às contingências, foram encenados e fotografados em ambiente doméstico. A casa dos avós transformou-se num estúdio, onde neta e avós passaram a viver o presente com uma forte intensidade relacional. Os sucessivos encontros, a pretexto do desenvolvimento do projeto, deram um rosto de ânimo e proximidade fundamental, afim de contornar o isolamento e a solidão. A partir de referências (de Cindy Sherman a Martin Parr), práticas e técnicas fotográficas, a autora levou a cabo um projeto que, a partir e através, do meio e expressão fotográfica, foram driblando os efeitos do confinamento.

A publicação Água a Ferver - vol. 1 (2023), de Isabel Dantas dos Reis, faz parte de um conjunto de pesquisas em torno do esforço que a imagem faz para resgatar do esquecimento o vestígio de pessoas que morreram. Esta publicação é composta por imagens fotográficas (fac-símile) que reproduzem página por página, um conjunto de receitas de culinária elaboradas pela sogra num outro tempo. Resgatar para o presente e dar-lhes um novo corpo é uma forma de repetir. A repetição ocorre neste projeto como meio de examinar, o que permite ainda que artificialmente, contornar o esquecimento total.  Uma atitude que faz lembrar a luta da memória entre presente e passado de Krapp (peça teatral Krapps Laste Tape, de Samuel Beckett) e a sua astúcia em construir mnemónicas, que repete, repete, como um exercício que visa o resgate de algo que corre o risco de se extinguir.

© Orlando Franco 2023

DAR A MÃO | GIVE A HAND - Exposição coletiva | Group Show, Espaço.Arte; Campo Maior 2023

A expressão "Dar a Mão", que dá nome à presente exposição, é frequentemente utilizada de forma simbólica para expressar contacto, auxílio, apoio, cooperação e, em casos excecionais, como diz Gonçalo M. Tavares, o sacrifício[1]. Estas são algumas características que constituem o sentido de humanidade presentes no ser humano, que apesar de não lhe serem exclusivas (características também presentes em algumas espécies de animais), apoiadas pela ética, permitem exercer sistemas de relações e afetos.

Na atualidade, muito por conta das condições mundiais, desde a crise climática aos conflitos armados, da instabilidade e fragilidade social às inumeráveis dificuldades individuais, a urgência de repensar o sentido de humanidade tornou-se fundamental, dos grandes aos pequenos gestos. 

Uma questão que não é nova e tem sido objeto de utopias e distopias no âmbito da criação, assume relevância nos dias de hoje: a comparação entre o ser humano e uma das suas criações mais eficientes, a máquina.

Neste seguimento, mais do que perpetuar esse exercício de busca de semelhanças, urge identificar as diferenças. Nunca foi tão urgente olhar para o que nos distingue da máquina. O olhar o outro, olhar para os outros e estabelecer relações com base nos afetos, tem sido um elemento estrutural da humanidade. O apelo às manifestações das relações permite uma aproximação ao outro, sobretudo ao outro diferente. Olhar o outro enquanto gesto de identificação, de aproximação e até de contemplação, exerce em nós uma ação que nos distingue da máquina. 

A exposição "Dar a Mão" apresenta-se como um espaço para essa relação. O olhar para o outro, para natureza, para o animal, são evocações que sublinham o melhor da nossa essência.

Curadoria: Orlando Franco

Artistas: Alek Slone, António Olaio, Catarina Patrício, Diogo Bento, Eugenio Ampudia, Filipe Branquinho, HElena Valsecchi, Isabel Baraona, João Paulo Serafim, Luís Alegre, Luís Nobre, Luís Silveirinha, Miguel Branco, Orlando Franco, Pedro o Novo, Rita de Sá, Teresa Palma Rodrigues e o coletivo Tira-Olhos de Paula Lourenço e Sofia Silva.

O TEMPO ENROLA, ENCARACOLA - P28 - Pavilhão 31, Lisboa 2023

Curadoria: Hugo Barata, Luís Alegre, Orlando Franco, Paulo T. Silva e Rodrigo Tavarela Peixoto

A exposição O tempo enrola, encaracola nasce de uma parceria entre a Associação P28, o Delli Press (Universidade Lusófona) e a Fo:RCE (Universidade Lusófona), e procura dar a ver um conjunto de processos criativos e metodológicos no âmbito das licenciaturas em Design de Comunicação, Fotografia e Mestrado em Fotografia. Mais do que uma apresentação de caráter eminentemente escolar, e sem olvidar o facto de alguns autores serem recém-licenciados nas suas áreas específicas e outros alunos de mestrado, parece-nos pertinente encontrar uma forma de refletir sobre o modo como professores e alunos desenham, conjuntamente, modos de aprendizagem experimentais e reflexivas sobre o próprio modelo educativo. Este terreno, que é muitas vezes feito de momentos de tensão e contradição, coloca a universidade como uma película elástica que se adapta a essas forças exteriores, e que acima de tudo traz para o/a aluno/a um território de contacto com os meios profissionais tão necessários ao seu contínuo desenvolvimento.

O papel do professor-tutor, que nos cursos de licenciatura em Design de Comunicação e de Fotografia tem ganho preponderância no desenho de situações e estratégias, sustenta a vontade de constituir um momento de “ex-Posição” e de visibilidade pública com o apoio de uma das estruturas com maior dinâmica do panorama artístico português – o Pavilhão 31/Associação P28.

O perfil do educador deve incluir a humildade pedagógica, a consciência de que a aprendizagem é contínua e a compreensão de que só se pode ser um bom "ensinante" se for também um bom "aprendente", porque ensinar e aprender são partes integrantes da condição humana, histórica e social de cada um. Para que esta estratégia tenha como objetivo principal servir a vida coletiva, num processo contínuo de recriação e reflexão, é necessário ter três virtudes: generosidade na partilha do que se sabe; coerência ética, para que a prática não contradiga o discurso; e humildade intelectual, continuando a questionar e a investigar sistematicamente o que se desconhece.

Deste modo, na exposição O tempo enrola, encaracola, falar do conceito de tempo é falar de um fluxo permanente, como nos indicou Heráclito, olhar presenças e construir territórios em diversas redes de conexão, interligadas e interdependentes. Especular sobre o mundo tornado imagem, continuamente apetrechado com múltiplas imagéticas, objetos, construções, etc, significa de igual modo tentar tornar mais lento o fio da história. O esforço de procurar olhar o mundo fazendo ao mesmo tempo parte integral dele, e sob a metáfora do rio, serve apenas para que possamos encontrar no natural um escapismo ao facto de que a técnica tudo ordena e domina. A prática criativa/artística contemporânea é uma forma de entendimento do mundo, do Real, ou pelo menos uma sua aproximação essencialista, ainda que essa aproximação seja abrangentemente influenciada pela imagem saída da reprodução técnica. A via do arquivo e do contributo da mnemotécnica fotográfica parecem constantemente forçar o seu poder de lei na atualidade veloz, liquefeita e evenemental.

Assim, a exposição que agora inaugura no Pavilhão 31 apresenta um conjunto de trabalhos em diferentes tipos de meios, da fotografia ao vídeo, do livro de autor à instalação. Procura-se explorar esta dimensão transversal à criação de imagens que nos falam da passagem do tempo, do quotidiano e do olhar que devolve caleidoscopicamente a inescapável contingência de sermos e estarmos no presente, indiciando que, a partir de estratégias como a produção fotográfica ou a constituição de arquivos de imagens, podemos situar-nos nessa linha do tempo, fazer parte dela, mas ao mesmo tempo olhá-la de fora.

Artistas:

ANDRÉ PAULINO | ANDREIA FONSECA | ANTÓNIO DIAS | BEATRIZ PILRÉ | BEATRIZ BANHA | BJÖRK DEBOUDT  | CATARINA CRUZ | DANIELA COUCEIRO | DUARTE COSTA | GIOVANNA RUSSO | GUILHERME BENTO| ISABEL DANTAS DOS REIS | JOSÉ FADOLLA  | LORENZO QUINTAS | LUCE BONANDINI | LUÍS FERNANDES | MARIA JUDAS | MARIA RAMOS | MARGARIDA MARTINS | MARIANA SOUSA | MIGUEL COSTA | MIGUEL MARQUÊS | NEUZA LEOTE | PEDRO VENTURA  | RAFAEL APOLINÁRIO  | RAQUEL LUCAS  | RAÚL RODRIGUES  | RÚBEN BAJANCA | SARA GODINHO  | SOFIA LUZ | TIAGO AMORIM

EU NÃO SOU ELA | I'M NOT HER - Eunice Gonçalves Duarte - BAG, Leiria 2022

A exposição “Eu não sou ela” da artista Eunice Gonçalves Duarte envolve-nos numa estória comum, na estória de todos e de como as estórias dos outros se cruzam com a nossa. A memória é uma temática recorrente na obra de Eunice e nesta exposição a sua presença é assinalada pelo o uso de dispositivos instalados no espaço.  Os televisores de outros tempos e as imagens que eles emitem servem de motor narrativo para toda a experiência no espaço que acolhe a obra e envolve o espetador.

A exposição é composta por uma instalação de oito ecrãs que apresentam - ora de forma alternada ora em justa-posição - fragmentos de uma narrativa fílmica construída a partir de fragmentos de filmes encontrados em arquivos (físicos e digitais). O ponto de partida da artista para a composição desta obra é questionar o papel das “mulheres nas estruturas familiares”[1] e provocar um estilhaço (curto-circuito) nas convenções sociais em torno dos papeis que esta interpreta, em particular o lugar da maternidade. Como é uma mãe antes de se tornar mãe? Esta questão faz lembrar a perplexidade de Roland Barthes quando se confrontou com fotografias da sua recém falecida mãe antes de ela ter sido mãe.[2] No filme-instalação ou-ve-se:“Quem é esta mulher? Porque é que eu nunca a conheci?”[3] Se ousassemos descobrir uma resposta, esta seria como se nos encontrássemos num túnel que desemboca em dois precipícios. Uma vez descoberta esta fatalidade, restar-nos-ia procurar conforto nas zonas mais iluminadas, mesmo na proximidade das aberturas, na segurança dos limites dos desfiladeiros. Na exposição “Eu não sou ela” encontramo-nos num lugar semelhante, no que resta de uma vida passada que se projeta no presente. Como lidar com essa condição? Esta é uma das questões latentes nesta obra que se apresenta como uma estória que também é a nossa.

© Orlando Franco, setembro 2022

[1] https://semaforo.cc/im-not-her/

[2] Esta e outras inquietações fotográficas estão na origem da obra a “A câmara clara”

[3] Transcrição de um excerto sonoro da obra “Eu não sou ela”

APONTAMENTOS SOBRE EMPATIA E ALTERIDADE | NOTES ON EMPATHY AND ALTERITY - Exposição Coletiva de Arte Contemporânea | Group Show - Centro Cultural de Lagos, 2022

Com curadoria de Orlando Franco e Patrícia Trindade, “Apontamentos sobre empatia e alteridade” é uma exposição coletiva que integra as obras de dezoito artistas. Tendo como base o contexto pandémico e a recente invasão da Ucrânia, as obras expostas partem de temas como a empatia, compaixão, integridade, confiança e liberdade surgidos do individualismo, desumanização e confusão inerentes a essas problemáticas tão atuais. A própria interdisciplinaridade e pluralidade das obras selecionadas ajudam a desenhar uma narrativa não linear, acabando também por suscitar a reflexão e o debate.

O contexto pandémico reforçou a necessidade de considerar o lugar da empatia, da integridade e da confiança. Esta urgência, surgida do individualismo, da desconsideração e da desumanização, assoma-se à confusão sobre o que significa a palavra liberdade e à dificuldade crescente na distinção entre facto e opinião, entre crítica e ataque ou ainda, entre empatia e compaixão.

A identificação de um sujeito com o outro, sentindo, desejando ou aprendendo como ele, procurando entendê-lo através da especulação ou sensação e das competências emocionais mais extraordinárias e mais complexas. Porque empatia não é compaixão, simpatia ou simplesmente pena. Não se trata exatamente de conseguir andar com os sapatos do outro, porque essa caminhada não é isenta dos preconceitos e estereótipos que carregamos. Empatia pode ser observada como a compreensão do eu social a partir de uma conjugação de olhares de fora para dentro e de fora para fora, sem as comparações ou projeções resultantes da experiência pessoal.

A exposição tem como objetivo a afirmação de um percurso ativo, onde a interdisciplinaridade e a pluralidade das obras selecionadas ajudam a desenhar uma narrativa não linear que visa a nossa memória coletiva, social e política, convocando ao debate e à construção participada. Uma discussão sobre identificação, identidade, racismo, apropriação e alteridade.

Curadoria: Patrícia Trindade e Orlando Franco

Artistas participantes: Ângelo Ferreira de Sousa | Beatriz Banha | Cecília Corujo | CuntRoll Zine | Eduardo Fonseca, e Silva & Francisca Valador | Francisca Correia do Vale | #MAKAlisboa: Francisco Vidal + Namalimba Coelho | Juliana Julieta | Maia Horta | Oleksandr Lyashchenko | Orlando Franco | Patrícia Serrão | Paulo Simão | Pedro o Novo |Rodolfo Bispo | Sara & André | Susana Anágua | Wasted Rita

A VIDA EM SUSPENSO | LIFE IN SUSPENSION Ciclo de conversas online - Museu Coleção Berardo, Centro Cultural de Belém 2021

Sessão 1 | Sessão 2 | Sessão 3 | Sessão 4 | Sessão 5 |

Este ciclo de conversas tem como ponto de partida a exposição Wait que decorreu entre janeiro e abril de 2019 no Museu Coleção Berardo. Waitexplorou a noção de espera enquanto proposta de exploração imaginária e poética face à sua literal condição de suspensão do tempo e da vida.

Neste contexto, foi lançado um questionário aos artistas apresentados, publicado no catálogo da mesma. Orlando Franco, curador da exposição e artista, recupera para o contexto atual algumas destas questões, que servem de mote para este ciclo de conversas. Em tempos pandémicos, “espera e expetativa: qual a urgência de esperar?”

Conversas disponibilizadas no site e redes sociais do Museu Berardo, às 17 horas dos dias indicados.

 

Sessão 1

2 de março

Eugenio Ampudia (artista); Blanca de la Torre (curadora)

Sessão 2

9 de março

Carlos Lérias (artista); Nuno Vicente (artista); João Leonardo (artista); Ana Rita António (artista)

Sessão 3

16 de março

Mirian Tavares (Professora/ Investigadora); Fernando Poeiras (Professor/ Investigador); Carlos Pimenta (Encenador)

Sessão 4

23 de março

Paulo Pires do Vale (critico/ curador); Sara & André (artistas); Luísa Jacinto (artista)

Sessão 5

Mesa redonda realizada na altura da exposição Wait.

Artistas presentes: Dalila Gonçalves, Eugenio Ampudia, Orlando Franco (curador da exposição) e Pedro Cabral Santo. Moderador: João Seguro.


A IMAGEM CONTEXTUALIZADA | THE CONTEXTUALIZED IMAGE - Exposição coletiva de fotografia | Group photography exhibition - Sala de Leitura do Arquivo Municipal de Lisboa - Fotográfico, 2020

This year’s edition of A Imagem Contextualizada / The Contextualized Image brings together four individual photographic projects by young authors who share a strong desire for interrogating the photographic image: Ânia Pais (1998), Beatriz Banha (1995), Cláudia Sequeira (1997) and Francisco Painço Santos (1998) showcase projects that reflect an insistent questioning about photography and its mnemonic potential.

As usual, this edition will kick off with a talk with the artists. The talk will be hosted by Orlando Franco on September 2 at 6 pm, but due to the restrictions brought about by the Covid-19 pandemic, the format is yet to be announced.

WAIT - Projeto Expositivo | Exhibition project - Museu Coleção Berardo, Centro Cultural de Belém, Lisbon 2019

More than creating a fatalistic view on the matter of waiting, WAIT attempts to indicate ways that allow for a recovery of possibilities as diverse as the specifics of each piece—in media such as painting, photography, sculpture, installation or video—while also paying attention to their potential connections. The exhibition proposes a journey with a scenic aura, intending to involve the spectators in an experience where they directly or indirectly become aware of the perception of time: the condition that acts on waiting and defines all its relational possibilities. The works suggest us several subject matters, such as desire, the tension between body and space, photography and death, memory, the confrontation with the impossible, and life in suspension.

Works by: André Banha | Andres Serrano | António Júlio Duarte | António Olaio | Carla Cabanas | Dalila Gonçalves | Eugenio Ampudia | Gonçalo Barreiros | João Ferro Martins | João Pombeiro | Luísa Jacinto | Orlando Franco | Paulo Mendes | Pedro Cabral Santo | Rodrigo Tavarela Peixoto | Samuel Beckett | Sara & André | Susana Anágua | Tiago Baptista

Curated by Orlando Franco


O PESO E A IDEIA | WEIGHT AND IDEA - PLATAFORMA REVÓLVER, Lisboa 2012

A ideia parte do questionar um objecto/obra a partir das suas principais premissas existenciais: a forma e o conceito. Na sequência disso, e a partir de uma intenção de discutir estas premissas, Orlando franco e Nuno Vicente principiaram numa problematização entre a dimensão física e conceptual de uma obra, por um lado, no entendimento plural desta dicotomia, por outro, a forma como esta é entendida na singularidade de cada artista. De modo rizomático, os artistas surgem no seguinte contexto como o resultado duma aproximação de vários pensamentos, operado sob a velha formula da empatia e da admiração mutua, quer umas vezes, pelo trabalho, quer outras pela sua postura. Tautológico, foi a constatação por parte dos artistas que na arte existe a oscilação de um binómio constituído pela forma e o conteúdo da obra, uma premissa básica e suficientemente abrangente para conveniência ou urgência de um mote institucional que possa ditar a conexão dos vários artistas em exposição. A constituição de um catálogo é à parte com a exposição, o momento procurado pelos artistas como possibilidade de expressão, operado de modo múltiplo e onde cada um dos intervenientes irá falar de modo aberto através de um texto, sobre a intenção artística, mais do que sobre os seus trabalhos, apresentando seus pontos de vista e o que deveria para cada um ser a arte e a sua direcção.

Artists: Ana Fonseca | Bryn Chainey | João Ferro Martins | Nuno Vicente | Orlando Franco | Samuel Rama | João Pombeiro | Ricardo Quaresma Vieira | Marisa Benjamim | Rita Firmino de Sá | Rodrigo Bettencourt da Câmara |Vítor Reis |Susana Anágua | Ruth Le Gear |Sara Wallgren

Curated by Orlando Franco and Nuno Vicente


L’Entre Imagens - Ciclo de Vídeoarte - Centro Cultural do Cartaxo, 2012

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